LGPD no escritório de advocacia: por onde começar
Escritório de advocacia guarda dados sensíveis de clientes. Veja cinco passos práticos para tratar esses dados com segurança e atender aos pedidos dos titulares.
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Um escritório de advocacia guarda documentos pessoais, laudos médicos, dados bancários e a história de vida dos clientes. Boa parte disso é dado pessoal sensível. A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) vale para o escritório como vale para qualquer organização, e o sigilo profissional não dispensa o cuidado com a segurança.
Este artigo é informativo e não substitui a análise do caso concreto.
Por que o assunto é do escritório
O advogado costuma orientar os clientes sobre a LGPD e esquecer de olhar para dentro. Só que o escritório reúne exatamente o tipo de informação que mais causa dano quando vaza: saúde, renda, conflitos familiares, antecedentes.
Além do risco legal, há o risco de confiança. O cliente entrega ao advogado o que não conta a quase ninguém.
O papel de cada um
Em regra, o escritório decide por que e como trata os dados dos clientes, o que o coloca na posição de controlador. Os fornecedores que tratam dados em nome do escritório, como o sistema de gestão ou o serviço de armazenamento, atuam como operadores.
Na prática, isso significa que escolher bem as ferramentas faz parte da adequação: é responsabilidade do escritório saber onde os dados ficam e quem pode acessá-los.
Cinco passos para começar
1. Saiba o que você guarda
Liste os tipos de documento e onde ficam: e-mail, celular, pasta compartilhada, armário, sistema. Não precisa ser um inventário perfeito. Precisa ser honesto.
2. Reduza os lugares
Documento de cliente em conversa de aplicativo e em computador pessoal é o maior risco. Concentre em um lugar com controle de acesso e pare de espalhar cópias.
3. Dê acesso por função
Cada pessoa vê o que precisa para trabalhar. Quem prospecta clientes não precisa ver o processo inteiro; quem cuida do financeiro não precisa ler os laudos.
4. Registre quem fez o quê
Um histórico de alterações ajuda a investigar um incidente e a prestar contas. Sem registro, o escritório não consegue nem dizer o que aconteceu.
5. Defina por quanto tempo guarda
Processo encerrado não precisa ficar disponível para sempre a todos. Defina prazos de guarda e o que fazer ao fim deles, respeitando as obrigações legais de conservação.
O que dizer ao cliente
O cliente tem direito de saber quais dados o escritório tem e para quê. Na prática, três coisas resolvem a maior parte das situações:
- uma política de privacidade escrita em linguagem simples;
- um canal para pedidos (acesso, correção, exclusão);
- um responsável interno por responder dentro do prazo.
E se houver um incidente?
Mesmo com cuidado, incidentes acontecem: um celular perdido, um e-mail enviado ao destinatário errado. O que diferencia um escritório preparado é ter resposta para três perguntas:
- Quais dados foram afetados e de quem?
- Quem precisa ser avisado?
- O que será feito para não se repetir?
Ter isso combinado antes economiza tempo no pior momento.
Erros comuns
- Achar que o sigilo profissional resolve tudo.
- Compartilhar uma senha entre a equipe.
- Guardar documento de cliente no celular pessoal.
- Não revogar o acesso de quem saiu do escritório.
Ferramenta ajuda, mas não substitui rotina
Um bom sistema facilita o que a lei pede: acesso por papel, histórico de alterações, documentos em armazenamento privado e a possibilidade de exportar ou anonimizar dados. O Nexum Pro foi construído com esses controles: cada pessoa vê só o que o papel dela permite, as mudanças ficam registradas e os dados podem ser exportados. Dá para testar por 14 dias, sem cartão.
Perguntas frequentes
- A LGPD vale para escritório pequeno?
- Sim. A lei vale para qualquer organização que trata dados pessoais, independentemente do tamanho.
- O sigilo profissional já não protege os dados do cliente?
- O sigilo trata do dever de não revelar. A LGPD acrescenta deveres de segurança, de transparência e de atendimento aos direitos do titular.
- Qual é o primeiro passo para adequar o escritório?
- Saber quais dados o escritório guarda e onde eles ficam. Sem esse mapa, não dá para proteger nem para responder a um pedido de titular.
Assuntos: Segurança, Gestão, LGPD