Honorários: como controlar o que o escritório tem a receber
Contrato claro, parcelas acompanhadas e êxito registrado no encerramento: o básico do controle financeiro de um escritório de advocacia.
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Muitos escritórios trabalham bem e recebem mal. Não por falta de cliente, mas por falta de controle: a parcela venceu e ninguém cobrou, o êxito demorou meses para virar cobrança, o contrato está em uma pasta que ninguém abre. Este artigo reúne o básico para não deixar dinheiro na mesa.
Onde o dinheiro se perde
Os vazamentos mais comuns não são grandes calotes. São pequenas falhas de rotina:
- parcelas vencidas que ninguém acompanha;
- honorários de êxito lembrados só quando o cliente pergunta;
- despesas adiantadas pelo escritório e nunca reembolsadas;
- contratos antigos com valores e condições que ninguém mais sabe de cor.
Somados ao longo de um ano, esses vazamentos costumam pesar mais do que qualquer inadimplência isolada.
Comece pelo contrato
O contrato de honorários é o documento que sustenta toda cobrança. Ele precisa dizer, sem margem para dúvida:
- o que está incluído no serviço e o que não está;
- o valor inicial e as parcelas, com datas;
- o percentual de êxito e sobre qual valor ele incide;
- quem paga custas e despesas, e como é o reembolso;
- o que acontece se o cliente desistir ou trocar de advogado.
Um contrato claro evita a discussão mais desgastante de todas, aquela que acontece no fim do processo, quando o resultado já saiu.
Tipos de honorários e o que controlar em cada um
Honorários iniciais e parcelados
O risco aqui é o atraso silencioso. Cada parcela precisa de data e de alguém responsável por conferir se entrou.
Honorários de êxito
Dependem do resultado e, por isso, são os mais esquecidos. O momento de registrar o valor devido é o encerramento do processo, quando o resultado é lançado.
Honorários de sucumbência
São devidos pela parte vencida e têm rito próprio de cobrança. Vale ter uma lista dos processos com sucumbência a executar.
Acompanhe por processo
O controle financeiro fica mais simples quando está ligado ao processo. Ao abrir o caso, registre o que foi combinado. Ao encerrar, registre o resultado e o valor devido. Assim, o resultado financeiro aparece ao lado do resultado jurídico, e ninguém depende de lembrar.
Três hábitos que resolvem
- Cobrança com data. Parcela vencida recebe um lembrete no dia seguinte, não no mês seguinte.
- Êxito registrado no encerramento. Encerrou o processo, lançou o resultado e o valor.
- Fechamento mensal. Uma vez por mês, olhe o que venceu, o que entrou e o que está para vencer.
Como falar de dinheiro com o cliente
Cobrar não é falta de educação. É parte do combinado. Algumas práticas ajudam:
- avisar antes do vencimento, e não só depois;
- explicar de novo o êxito quando o processo se aproxima do fim;
- registrar por escrito todo ajuste de valor ou de prazo.
O cliente bem informado paga com menos atrito e indica mais.
Por onde começar
Não é preciso um sistema complexo para começar. É preciso que a informação esteja em um lugar só, ligada ao processo e ao cliente. Com os processos organizados e o resultado de cada caso registrado, o controle dos honorários deixa de depender da memória.
O Nexum Pro organiza os clientes, os processos e o resultado de cada um, com o histórico completo do caso. Dá para testar por 14 dias, sem cartão.
Perguntas frequentes
- Quando registrar os honorários de êxito?
- No encerramento do processo, junto com o resultado. É o momento em que o valor fica definido e o risco de esquecer é maior.
- O que não pode faltar no contrato de honorários?
- O que está incluído no serviço, o valor e as datas das parcelas, o percentual de êxito e sobre o que incide, e quem paga custas e despesas.
- Com que frequência revisar os recebimentos?
- Pelo menos uma vez por mês: o que venceu, o que entrou e o que está para vencer.
Assuntos: Honorários, Gestão, Financeiro